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Wagner acusa PF de “reinventar a Lava Jato” e diz que Lula aconselhou afastamento

Wagner acusa PF de “reinventar a Lava Jato” e diz que Lula aconselhou afastamento

Wagner acusa PF de “reinventar a Lava Jato” e diz que Lula aconselhou afastamento

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Um dia após deixar a liderança do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que decidiu se afastar do cargo após uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), negou qualquer irregularidade em sua relação com empresários investigados no caso Banco Master e fez duras críticas à atuação da Polícia Federal na operação de busca e apreensão realizada em seu apartamento funcional em Brasília. Em entrevista à Folha de S.Paulo, em seu escritório político na Bahia, Wagner acusou a corporação de promover uma “espetacularização” das investigações e disse que a exposição de dólares e euros apreendidos durante a operação remete a práticas da Lava Jato.

Segundo o senador, ele resistia à ideia de deixar a liderança do governo para que a medida não fosse interpretada como admissão de culpa. A decisão, no entanto, mudou após uma conversa pessoal com Lula. “Ele disse que me conhecia há 48 anos, mas que construíram uma história que eu teria que desmontar e questionou se eu teria cabeça para fazer as duas coisas [a defesa e a liderança]. Então, decidi me afastar”, afirmou.

Wagner direcionou críticas à Polícia Federal pela divulgação das imagens do dinheiro apreendido. “Para que aquela patacoada de dinheiro em cima da cama com o escudo da PF? Esse processo era comum na Lava Jato. Se a Polícia Federal vai continuar nesse tipo de espetacularização, acho que o chefe da Polícia Federal tem que tomar conta”, declarou. Segundo ele, a divulgação desrespeitou determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para que a diligência ocorresse “de forma discreta” em razão do sigilo da investigação.

O petista também negou qualquer relação comercial com o empresário Augusto Lima ou com o Banco Master. “Não tem nenhuma relação comercial entre mim e Augusto Lima, muito menos com o Master”, disse. Sobre os pagamentos realizados pelo banco à empresa da qual sua nora é sócia, Wagner reconheceu que os valores são superiores aos R$ 3,5 milhões citados pela investigação, mas sustentou que os recursos têm origem lícita. “É muita coisa legalmente, tem contrato”, afirmou.

Ao comentar a suspeita de favorecimento relacionada a ingressos para um show de Taylor Swift, o senador ironizou: “Estão achando que ele me comprou porque arrumou dois ingressos. Eu poderia pedir coisa mais importante, né?”. Wagner admitiu ainda aceitar caronas em aeronaves particulares de conhecidos, mas rejeitou a hipótese de troca de favores. “Óbvio que de vez em quando eu pego carona. O que a Polícia Federal tem que comprovar, e não vai, é a relação de troca”, declarou. 

Fonte tribuna da Bahia 

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